Olá, caros leitores imaginários! Nessa minha primeira postagem decente, vou inaugurar a coluna FikDik, onde daremos dicas de filmes, séries, livros, etc. que achamos que valem a pena ser vistos ou lidos. E, pra inaugurar a coluna, vou falar hoje sobre um filme muito irado: Millenium: Os homens que não amavam as mulheres, ou no original sueco Män som hatar svinnor.
Bem, "Os homens que não amavam as mulheres" é originalmente um livro sueco do escritor Stieg Larrson (vocês provavelmente já ouviram falar dele). O livro é o primeiro da trilogia Millenium, que deveria ter 10 livros, mas o autor veio a falecer enquanto escrevia o quarto livro da série.
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| Stieg Larrson |
A legislação sueca é diferente em muitos pontos da legislação brasileira. Lá, por exemplo, não tem essa de "se meu marido morrer as coisas dele são minhas", ou seja, quando Larrson morreu, em 2004 com 50 anos, sua mulher, Eva Gabrielsson, perdeu os direitos sobre os livros (os quais ela ajudara a escrever), que passaram para seu pai, com quem Larrson raramente tivera contato, já que fora criado pelos avós. Eva luta até hoje na justiça para ficar com os direitos do livro e continuar e escrever a série. O pai de Larrson, detentor dos direitos autorais, tentou "comprá-la" com uma soma relativamente grande de dinheiro, mas ela recusou.
Mas vamos ao que interessa: o filme. O original data de 2005, lançado na suécia com o nome de "Män som hatar svinnor" e conta a história de Mikael Blomkvist, um redator da revista Millenium, que se dedica principalmente a desmascarar escândalos na alta finança, que fora pego em uma "armadilha" jornalística, onde ele conseguiria provas para basear uma acusação que fizera na revista, mas ele foi enganado e não haviam provas, levando ele a ser processado por difamação.
| Michael Nyqvist - Mikael original |
Após a resolução do processo, Mikael se vê forçado a sair temporáriamente da redação da Millenium, e permanece assim até a noite de natal, quando recebe uma ligação de Dirch Frode, o advogado de Henrik Vanger, que o contrata para desvendar um caso de um assassinato de 40 anos atrás que nunca fora solucionado.
Ao mesmo tempo, o filme mostra, mesmo que superficialmente a história de Lisbeth Salander, uma hacker de 23 anos, que trabalha como investigadora particular para a empresa de segurança "Milton Security". Ela é obrigada a ficar sobre a supervisão de um guardião legal graças à seu histórico violento, apesar de seu tamanho pequeno, ela luta feito homem. Lisbeth tem memória fotográfica e a ausência de habilidades sociais de alguém com sídrome de Asperger, mas, nunca foi afirmado que ela sofra de Asperger nem nada do tipo, somente que ela é muito traumatizada e anti social.
| Noomi Rapace - Lisbeth original |
Bem, no final das contas, o filme se revela muito interessante, com "plot twists" bem colocados que te impedem de "cair" num estado de desinteresse quanto ao que se passa na história, ela é envolvente, te deixando curioso e fazendo você gerar teorias próprias, pra depois mostrar uma virada no rumo da história, com um desfecho igualmente esclarecedor, o filme não deixa pontas soltas, pelo menos não que eu tenha notado.
Um ultimo ponto, a diferença entre o sueco e o americano. O sueco, "Män som hatar svinnor", tem como tradução "Os homens que não amavam as mulheres", dessa vez não foi erro de tradução para português e sim os americanos que modificaram para "The Girl with the dragon tatoo". Enfim, a principal diferença entre o filme sueco e o filme americano, é a "brutalidade", por assim dizer. O filme sueco aborda muito mais a questão do estupro, sexo casual e violência gratuita, o americano censura algumas partes violentas, pelo menos diminuindo exponencialmente o grau de "brutalidade" das cenas, e tende a romantizar as cenas que envolvem relações sexuais, ou pelo menos diminuir a "agressão" à quem assiste.
Fechando esse post, "Millenium: Os homens que não amavam as mulheres" é um filme muito bom, altamente recomendável se você não for "mimizento" quanto à tendencia violenta do filme. Em minha opinião, dou 4.5 estrelas de cinco para a versão americana pela leve censura e moficação das cenas e 4.75 de cinco para a versão sueca. Bem, meus caros, é isso e até a próxima.

4 Divagações:
pow states! justamente voce, tirando as pentadas violentas de cena?
LOL Olha quem apareceu aqui repentinamente. AUSHUAHSASAHSHAUHSASAUHS
Lol, vai começar tudo de novo
Sim
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