quarta-feira, 28 de março de 2012

[Social] As Massas na História

Confesso que diferentemente do meu caro amigo Iver, também redator aqui do Criatividade Negativa, tenho dificuldade para escrever com frequencia. Mas meu problema não é escrever; na verdade a dificuldade é ter assunto para escrever. Então decidi por um assunto de interesse pessoal, que é relacionado a Filosofia e Psicologia. Para abrir essa nova coluna – Social – aqui no Blog, falarei sobre a opinião pública ao decorrer dos tempos. Infelizmente, não conseguirei abordar este assunto com a profundidade que gostaria (por vários motivos, e um deles é mesmo a falta de conhecimento), então farei sempre outros posts para complementar este.
<Neste ponto do artigo, eu pretendia falar da Grécia, contudo vamos agilizar o processo!>
Desde o princípio – e vamos tomar como princípio a Antiguidade Clássica – , era possível observar a divisão de classes sociais. Havia a plebe, os escravos e aqueles que detinham maior poder. Mas o que define esses indivíduos? Ora, hoje nós dizemos com propriedade que a plebe são os cidadãos comuns, os escravos são aqueles que trabalham sem receber nada em troca e, os poderosos, aqueles que possuem mais direitos sobre o resto desta pirâmide social. Mas paremos pra pensar: de onde surgiu esta definição? Com certeza veio dos eventos ocorridos com essas classes. Se verdade, como então sistemas como a aristocracia deram certo (e quando digo deram certo não me refiro a eficácia, e sim que foi satisfatório por um tempo)? Quer dizer, para haver tal sistema, é necessário, primeiramente, ter conhecimento de um fator social, econômico e natural: o poder.

É um tanto quanto óbvio, mas é o poder que define os valores que regem o nosso universo; é ele quem define os direitos e deveres daqueles que não detém poder. Uma frase que o Iver mesmo costuma dizer é: Os vencedores contam as histórias (ou algo parecido com isso). No caso dos escravos, quando as pessoas não eram nascidas escravos (e sem direitos), tornavam-se escravas quando suas dívidas não podiam ser pagas, abrindo mão de sua liberdade. A questão dos nobres é suscinta: possuem o poder e o direito. Mas e quanto a plebe? Cabe ao povo o papel de manter o sistema. Usufruímos do poder sem tê-lo verdadeiramente, ou o temos sem utilizá-lo. Esse quadro, observado ao longo dos séculos, se mantém nos dias atuais.

Chegamos, então, no ponto mais interessante dessa falácia: os dias atuais. A mão-de-obra escrava extinguiu-se. Então como a pirâmide se mantém? Temos hoje um misto de cidadãos e escravos, fundidos em um mesmo bloco para suprir a falta da divisão social (devo constar que não defendo tal divisão). Este fenômeno ocorre por vários fatores. É um tanto quanto batido falar da mídia, mas devemos perceber que a forma como ela se apresenta é o reflexo do desejo daqueles que possuem poder. Além da mídia, os próprios governantes mostram interesse pela população se manter inerte; afinal, seria desconfortável para eles terem seus privilégios e direitos ameaçados por uma população politicamente ativa. Mas essa situação pode não ser tão atual assim! Na Grécia Antiga, a crença dos filósofos era de que só aqueles com conhecimento e sabedoria poderiam governar; e esse discurso é baseado nesta situação que vivemos hoje.

Todo o sistema é falho pelo excesso daquilo que o define. A aristocracia, por delimitar demais aqueles com poder, e por estimular o crescimento individual dos cidadãos para a ascensão ao poder. A democracia, pelo excesso de democracia. Então some esses fatores à vida de correrias que temos hoje: temos cidadãos-escravos; não pensantes. Somos a base que sustenta a pirâmide, somos a origem do ciclo vicioso.

O quanto essa história ainda pode se repetir?
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